Feira Sustentar 2017

“O evento é realizado anualmente pelo Instituto Sustentar e está na sua décima edição, com o tema “Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis”.

“A Feira é aberta ao público e se caracteriza como uma excelente oportunidade para sua empresa apresentar produtos, tecnologias e serviços, demonstrar os resultados das práticas sustentáveis e fechar negócios que fortaleçam a sua imagem perante o mercado socioambiental. É permitida comercialização de produtos e exposição de logomarcas (no estande) da cadeia produtiva, apresentação de projetos culturais, ambientais e sociais patrocinados pela empresa, assim como distribuição de folders e outros materiais de divulgação.”

A Mãos de Minas participou pela primeira vez da Feira Sustentar, que aconteceu em Alphaville no dia 29/08/2017, terça-feira, levando produtos artesanais reciclados, como sacolas ecológicas, bonecas feitas com vários tipos de papel, ímãs de caixa de fósforo, entre outros.

Para saber mais sobre a feira, visite o site: Sustentar 2017

Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável traz a Belo Horizonte um dos maiores conhecedores de aves brasileiras

Workshop com o birdman Douglas Trend foca o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

Uma das atividades que irão integrar o 10º Sustentar – Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Sócioambiental, dia 29 de Agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC/Alphaville) é o workshop Como planejar, desenvolver e comercializar produtos de ecoturismo promovendo e desenvolvimento de comunidades. Será ministrado pelo birdman Douglas Trend (que fala bem o português) das 14h às 16h.

Serão tratados 10 tópicos, entre eles a identificação de uma região para o desenvolvimento do ecoturismo comunitário, plano de trabalho e design de alojamentos. A intenção é introduzir o público nos aspectos essenciais a serem desenvolvidos para o turismo ecológico de sucesso, de forma que natureza e negócios estejam sob um mesmo foco, promovendo atividade econômica sustentável, com desenvolvimento de potenciais, capacitação e aproveitamento da mão de obra local.

Douglas Trend é cientista ambiental e criador da Reserva Ecológica do Jaguar, no Pantanal, tendo sido o responsável pela idealização de projetos de capacitação e desenvolvimento dos pantaneiros. Seus estudos cinetíficos sobre a onça pintada orientaram a produção do filme Living with the Jaguar, produzido pela TV pública alemã. Trend foi, ainda, citado pela Forbes Magazine como birdman do Brasil, por ser considerado o maior especialista em aves brasileiras.

Serviço: Sustentar 2017
O SUSTENTAR 2017 – 10.º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: //goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1 ou pelo site: www.institutosustentar.net.

29/8. BELO HORIZONTE
Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | MG

12/9. SÃO PAULO
Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

Mais informações, acesse:
www.sustentar.net | www.institutosustentar.net | //www.facebook.com/Sustentar/

Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável traz a Belo Horizonte um dos maiores conhecedores de aves brasileiras

Uma das atividades que irão integrar o 10º Sustentar – Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Sócioambiental, dia 29 de Agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC/Alphaville) é o workshop Como planejar, desenvolver e comercializar produtos de ecoturismo promovendo e desenvolvimento de comunidades. Será ministrado pelo birdman Douglas Trend (que fala bem o português) das 14h às 16h.

Serão tratados 10 tópicos, entre eles a identificação de uma região para o desenvolvimento do ecoturismo comunitário, plano de trabalho e design de alojamentos. A intenção é introduzir o público nos aspectos essenciais a serem desenvolvidos para o turismo ecológico de sucesso, de forma que natureza e negócios estejam sob um mesmo foco, promovendo atividade econômica sustentável, com desenvolvimento de potenciais, capacitação e aproveitamento da mão de obra local.

Douglas Trend é cientista ambiental e criador da Reserva Ecológica do Jaguar, no Pantanal, tendo sido o responsável pela idealização de projetos de capacitação e desenvolvimento dos pantaneiros. Seus estudos cinetíficos sobre a onça pintada orientaram a produção do filme Living with the Jaguar, produzido pela TV pública alemã. Trend foi, ainda, citado pela Forbes Magazine como birdman do Brasil, por ser considerado o maior especialista em aves brasileiras.

Serviço: Sustentar 2017
O SUSTENTAR 2017 – 10.º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: https://goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1 ou pelo site: www.institutosustentar.net.

29/8. BELO HORIZONTE
Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | MG

12/9. SÃO PAULO
Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

Mais informações, acesse:
www.sustentar.net | www.institutosustentar.net | https://www.facebook.com/Sustentar/

O post Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável traz a Belo Horizonte um dos maiores conhecedores de aves brasileiras também está disponível no Por Dentro de Minas.

Fundação Renova participa do 10º Fórum Internacional pelo desenvolvimento Sustentável

A diretora de Desenvolvimento Institucional da Fundação Renova, Andrea Azevedo, falará em uma das mesas do evento

Acontece nesta terça-feira (29/08), na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima (MG), o 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar 2017. O evento é promovido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental e, nesta edição, aborda o tema “Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis”.

Após a solenidade de abertura, haverá o painel “Grande Diálogo: Visão e Sustentabilidade”, que será mediado por Ricardo Siqueira, diretor de Sustentabilidade e Projetos Sociais da Fundação Dom Cabral (FDC), e contará com a participação de sete pessoas, entre elas, Andrea Azevedo, diretora de Desenvolvimento Institucional da Fundação Renova.

Neste painel serão discutidos os seguintes temas:

Tema 1: Governos, empresas e sociedade unidos rumo ao desenvolvimento sustentável: estamos sendo bem-sucedidos?

Tema 2: O que temos de avanços e de demandas?

Tema 3: O que podemos fazer hoje para ser um bom exemplo amanhã?

Tema 4: O que líderes e formadores de opinião devem saber sobre o Brasil para os próximos 10 anos?

Considerado um dos eventos mais importantes da América Latina sobre sustentabilidade, o fórum contará com painéis simultâneos, sessões de imersão criativa, além da participação de startups de tecnologias sustentáveis, em parceria com grandes empresas, que irão demonstrar como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado à rotina do setor produtivo.

Paralelamente aos debates, uma atração à parte será a apresentação de inovações em produtos e serviços desenvolvidos por empreendedores alinhados com as novas demandas econômicas, ambientais e sociais. Também serão premiadas as vencedoras do 5º Ranking Sustentar de Inovação, companhias que se destaquem na utilização racional de recursos naturais e de matérias-primas, insumos verdes, métodos de produção sustentável, inovação, criatividade e incorporação dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU em três categorias: produto, serviço e inovação sustentável. Acesse a programação completa: http://sustentar.net/2017/.

Fonte: Fundação Renova

Rei dos pássaros escolheu Belo Horizonte para morar

Douglas Trent fala com orgulho que é um “mineiricano”, explica como o Brasil poderia desenvolver seu potencial para o turismo ecológico e cita os cinco melhores lugares em Minas Gerais para o contato direto com a natureza PAULA COURA

Desde que se formou em ecologia, no início da década de 80, o norte-americano Douglas Trent sabia que queria viajar o mundo e explorar as diversas espécies. Juntou suas coisas em uma mochila e partiu rumo à América Central, vindo parar no Brasil, bem no coração do Pantanal. Naquela época, ele fundou uma das primeiras agências de turismo ecológico do país e trazia conterrâneos para visitar os exemplares tipicamente brasileiros.
Morando em Belo Horizonte, o “mineiricano” – como Trent mesmo se intitula aos amigos – considera a capital mineira uma excelente cidade para se viver, justamente pela oportunidade do contato direto com a natureza e, principalmente, com os pássaros, uma de suas paixões.
No próximo dia 29, ele ministra uma palestra em Belo Horizonte no Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável, em que explica que a sustentabilidade se baseia em três pilares: social, econômico e proteção da natureza.
Aficionado por pássaros, Trent cita os cinco melhores lugares de Minas Gerais para observação de aves.
O primeiro deles é o Parque Natural do Caraça, com mais de 460 espécies. O santuário do Caraça fica entre os municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Mariana, Itabirito e Ouro Preto.
RPPN Feliciano Miguel Abdala. Em cerca de 300 m, em meio à floresta da Mata Atlântica, “essa reserva espetacular não só tem grandes pássaros, mas grandes primatas, incluindo o Muriqui do Norte, uma das maiores espécies de macaco da América.
Parque Nacional Serra da Canastra. É possível avistar espécies raras de pássaros, assim como os lobos-guará (foto) e a raposa sul-americana. A região ecoturística tem mais de 200 mil hectares em seis municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio.

Parque Natural Serra do Cipó e Conceição do Mato Dentro. Tem várias espécies de aves, dentre elas a borralhara-assobiadora (foto), que são encontradas no parque na Serra do Cipó. A cidade de Conceição do Mato Dentro tem inúmeras áreas florestais com boas acomodações.

Em casa é melhor lugar. É só começar a prestar atenção aos pássaros que consegue avistar em casa. A saúde física e mental melhoram com esse aprendizado que, segundo Trent, é uma forma ativa de conexão com à natureza. Cada cidade brasileira tem entre 250 e 450 espécies de aves. Na foto, a saíra-lagarta.

Entrevista
Já há muitos anos o senhor idealizava o turismo ecológico, trazendo norte-americanos para conhecer o Brasil. O que mudou daquela época para os dias de hoje? Houve uma série de mudanças desde que criei o Focus Tours e comecei a orientar visitas ao Pantanal, em 1981. Tinha a única empresa de ecoturismo à época. Vi os mercados de peles de animais e o policiamento fazer parar o comércio de aves, além de um aumento nas populações de onças, lontras e araras. Vi muitas florestas antes de serem convertidas em pastagens e as pontes na Transpantaneira passarem de um desastre para as bem-conservadas que temos agora.

O senhor acredita que o Brasil explora mal seu potencial turístico ecológico? O Brasil estáatrás da África e de outros lugares do mundo em termos de hospedagem para avistar a vida selvagem, de serviço, de língua inglesa e conhecimento da vida selvagem local. Na África, onde essas pousadas de alto nível são o padrão, é difícil iniciar um negócio de ecoturismo baseado na comunidade. No Brasil, pelo contrário, há oportunidades que não são exploradas, e não demora para que os estrangeiros venham e as criem.

Como foi participar do “Living with the Jaguars” (documentário que mostra a vida das onças-pintadas no Pantanal)? A Focus Tours tem se preocupado com as equipes de cinema desde meados da década de 80. Assisti a programas da BBC filmando no Brasil, Arte France, televisão pública alemã, Jack Hanna Animal Adventures e outros. Tenho reputação internacional como o cara para trabalhar com filmes da natureza.
Depois de tantos anos morando em Belo Horizonte, o que mais te agrada na cidade? Eu falo aos meus amigos que sou um “mineiricano”. O clima é bom, as pessoas são amigáveis e tenho muitos amigos brasileiros e gringos. Eu vejo bons pássaros na minha varanda, na região da Serra, onde coloco comida para eles. Adoro o Mercado Central e o parque de Mangabeiras. Depois de anos bebendo “água com xixi”, agora temos cervejas reais e artesanais. BH é um centro de boa cerveja.
De que maneira o setor turístico pode explorar economicamente o turismo ecológico em harmonia com o meio ambiente? Turismo em massa no Rio de Janeiro e o de negócios, em São Paulo, não podem ser chamados de ecoturismo. No ecoturismo há passeios pela natureza que não prejudicam o meio ambiente e proporcionam benefícios para a comunidade local, inclusive financeiros. Esse tipo é raro no Brasil.

Sobre o fórum de desenvolvimento e sustentável, quais as contribuições que esse debate pode trazer para a ecologia? A sustentabilidade está em três pilares: social, econômico e proteção da natureza. Se tivéssemos um mundo sustentável, a pobreza seria reduzida, as empresas, bem-sucedidas e a natureza, preservada e protegida. Precisamos organizar a sociedade com base nos princípios da ecologia. Dentre eles, estão as redes – já que estamos todos conectados – os fluxos, os ciclos, o codesenvolvimento e o balanço dinâmico, que é a relação entre presa e predador, que deve estar equilibrada.

Ecoturismo sustentável para o ambiente e o bolso

Workshoop no Fórum Sustentar ensina como montar o negócio

O cientista ambiental Douglas Trend comanda o workshop Como Planejar, Desenvolver e Comercializar produtos de Ecoturismo durante o 10° Fórum Sustentar, nesta terça-feira, 29, das 14h às 16h.

Ele vai falar dos itens essenciais a serem desenvolvidos para o turismo ecológico, de forma que natureza e negócios estejam sob um mesmo foco, promovendo atividade econômica sustentável, com desenvolvimento de potenciais, capacitação e aproveitamento da mão de obra local. Vai discursar sobre tópicos como plano de trabalho, alojamentos, pousadas e hotéis, equipe, treinamento e estratégia de marketing. Douglas é criador da Reserva Ecológica do Jaguar, no Pantanal.

O 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável será realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, nesta terça-feira, na Fundação Dom Cabral em Alphaville, Nova Lima/ MG.

A exposição terá também uma feira de produtos sustentáveis, informações sobre construções ecológicas e sobre a construção de hortas caseiras, que podem ser feitas até mesmo em apartamentos usando vasos.

Mais informações no www.sustentar.net

H!T – ENGAJAMENTO MUSICAL

Wagner Tiso é um dos convidados para a abertura do 10º Sustentar – Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável, terça-feira, na sede da Fundação Dom Cabral, em Alphaville. Durante o encontro, ele vai cantar duas canções: Coração de estudante e Eu sei que vou te amar. Mineiro radicado no Rio de Janeiro, Tiso, que é um dos fundadores do Clube da Esquina, movimento musical nascido nas ruas do Bairro Santa Tereza, estará na cidade unicamente para apoiar o fórum, que este ano tem como tema “Urgências climáticas, inovação, mercados sustentáveis e futuros possíveis”. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo www.sustentar.net. Com detalhe: ele não está cobrando cachê.

VENTO E SOL COMO ALTERNATIVAS

POR – VERDELHO ASSOCIADOS

Com uma das energias mais caras do mundo, investimentos em fontes renováveis são estratégicos para o país otimizar sua economia.

O Brasil tem uma das energias mais caras do mundo: R$ 402,26 por megawatt (MW) / hora. O que significa um valor 46% superior à média praticada. Neste preço estão incluídos altos impostos e o custo elevado de operação das usinas hidrelétricas e termelétricas. Só para dar uma noção do quanto custa nossa energia, enquanto no Brasil a unidade do gás sai a 25 dólares, nos Estados Unidos a mesma unidade vale 2,8 dólares.

“Uma das maneiras do país baratear sua energia, ser energeticamente mais eficiente, otimizar a economia e tornar sua produção mais sustentável é o investimento em escala industrial nas fontes renováveis e limpas como o sol, a energia eólica e a biomassa”, avalia um dos participantes do 10º Sustentar – Fórum pelo Desenvolvimento Sustentável -que será realizado dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Alphaville, Eduardo Nery. Ele é diretor da Energy Choice, empresa de consultoria na área de energia.

Segundo Nery, mesmo sendo o Brasil o país com uma das melhores insolações do mundo, ainda não temos incentivos do poder público para a instalação de fábricas de equipamentos de grande porte para usinas solares. Muito menos regulamentação para os fabricantes de kits portáteis que podem ser adquiridos em lojas especializadas para serem montadas nos telhados, a exemplo do que já acontece em países como a Alemanha. “O potencial brasileiro para a geração de energia por meio da radiação solar é de pelo menos 10 mil MW/ano. Mas estamos operando em apenas 1 mil MW/ano”, assinala o especialista.

O que é um desperdício. A Alemanha, que tem uma insolação uma vez e meia inferior à brasileira, já tem 70% de sua energia baseada na radiação solar. E por meio da geração distribuída, com pequenas usinas fotovoltaicas instaladas nos telhados das casas, os consumidores são também produtores de energia. “O que é uma forma de desonerar o estado”, assinala o consultor.

No Brasil, país do futuro sempre distante, é da iniciativa privada que vem, segundo Nery, o grande volume de inovações, soluções e investimentos que podem tornar o país mais eficiente energicamente, gerando um ciclo de sustentabilidade. “Já temos tecnologia suficiente para substituição de sistemas como o ar-condicionado e do transporte movido à combustíveis fósseis. O carro elétrico, que não libera gás carbônico e, consequentemente não polui nem contribui para o efeito estufa, já é uma realidade”, diz o consultor, referindo-se à lei aprovada no Reino Unido que proíbe a venda de carros movidos à gasolina a partir de 2040.

Na busca por soluções, tanto para ampliar a própria eficiência sem impactar na produção como para melhorar o bem-estar das pessoas, o setor produtivo investe na sustentabilidade. Já há sistemas de refrigeração por técnica de gotejamento para substituir o ar-condicionado, películas que filtram a radiação infravermelha e da mesma forma substituem tais aparelhos que liberam gás carbônico na atmosfera. Os telhados verdes, ocupados pela vegetação, também são opção sustentável para aliviar a sensação de calor. Sistemas de reutilização de água não são novidades também. O meio-ambiente agradece. Mas ainda sofre.

Mas, pelo menos os ventos, sopram a favor para nossa eficiência energética. Por já haver regulamentação para empresas estrangeiras instalarem-se aqui, as usinas produtoras de energia a partir do vento encontraram receptividade. E já são oito fabricantes de equipamentos de grande porte para usinas eólicas. “Em 2008 tínhamos uma capacidade instalada de 200 megawatts. Hoje, já atingimos 11 mil MW/ano. E a previsão é de atingirmos os 20 mil MW até 2020. É um salto fantástico”, pontua o participante do Sustentar 2017. Mas isto só foi possível, segundo ele, por conta da desoneração de tributos. “É preciso tratar a eficiência energética do ponto de vista econômico. E não como forma de exercício de poder daquele que detém um insumo essencial”, avalia Nery.

SERVIÇO:

Sustentar 2017

O SUSTENTAR 2017 – 10.º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: https://goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1 ou pelo site: www.institutosustentar.net.

29/8. BELO HORIZONTE

Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | M

12/9. SÃO PAULO

Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

Mais informações, acesse:

www.sustentar.net | www.institutosustentar.net | https://www.facebook.com/Sustentar/

VENTO E SOL COMO ALTERNATIVAS

O Brasil tem uma das energias mais caras do mundo: R$ 402,26 por megawatt (MW) / hora. O que significa um valor 46% superior à média praticada. Neste preço estão incluídos altos impostos e o custo elevado de operação das usinas hidrelétricas e termelétricas. Só para dar uma noção do quanto custa nossa energia, enquanto no Brasil a unidade do gás sai a 25 dólares, nos Estados Unidos a mesma unidade vale 2,8 dólares.

“Uma das maneiras do país baratear sua energia, ser energeticamente mais eficiente, otimizar a economia e tornar sua produção mais sustentável é o investimento em escala industrial nas fontes renováveis e limpas como o sol, a energia eólica e a biomassa”, avalia um dos participantes do 10º Sustentar – Fórum pelo Desenvolvimento Sustentável -que será realizado dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Alphaville, Eduardo Nery. Ele é diretor da Energy Choice, empresa de consultoria na área de energia.

Segundo Nery, mesmo sendo o Brasil o país com uma das melhores insolações do mundo, ainda não temos incentivos do poder público para a instalação de fábricas de equipamentos de grande porte para usinas solares. Muito menos regulamentação para os fabricantes de kits portáteis que podem ser adquiridos em lojas especializadas para serem montadas nos telhados, a exemplo do que já acontece em países como a Alemanha. “O potencial brasileiro para a geração de energia por meio da radiação solar é de pelo menos 10 mil MW/ano. Mas estamos operando em apenas 1 mil MW/ano”, assinala o especialista.

O que é um desperdício. A Alemanha, que tem uma insolação uma vez e meia inferior à brasileira, já tem 70% de sua energia baseada na radiação solar. E por meio da geração distribuída, com pequenas usinas fotovoltaicas instaladas nos telhados das casas, os consumidores são também produtores de energia. “O que é uma forma de desonerar o estado”, assinala o consultor.

No Brasil, país do futuro sempre distante, é da iniciativa privada que vem, segundo Nery, o grande volume de inovações, soluções e investimentos que podem tornar o país mais eficiente energicamente, gerando um ciclo de sustentabilidade. “Já temos tecnologia suficiente para substituição de sistemas como o ar-condicionado e do transporte movido à combustíveis fósseis. O carro elétrico, que não libera gás carbônico e, consequentemente, não polui nem contribui para o efeito estufa, já é uma realidade”, diz o consultor, referindo-se à lei aprovada no Reino Unido que proíbe a venda de carros movidos à gasolina a partir de 2040.

Na busca por soluções, tanto para ampliar a própria eficiência sem impactar na produção como para melhorar o bem-estar das pessoas, o setor produtivo investe na sustentabilidade. Já há sistemas de refrigeração por técnica de gotejamento para substituir o ar-condicionado, películas que filtram a radiação infravermelha e, da mesma forma, substituem tais aparelhos que liberam gás carbônico na atmosfera. Os telhados verdes, ocupados pela vegetação, também são opção sustentável para aliviar a sensação de calor. Sistemas de reutilização de água não são novidades também. O meio-ambiente agradece. Mas ainda sofre.

Mas, pelo menos, os ventos sopram a favor para nossa eficiência energética. Por já haver regulamentação para empresas estrangeiras instalarem-se aqui, as usinas produtoras de energia, a partir do vento, encontraram receptividade. E já são oito fabricantes de equipamentos de grande porte para usinas eólicas. “Em 2008, tínhamos uma capacidade instalada de 200 megawatts. Hoje, já atingimos 11 mil MW/ano. E a previsão é de atingirmos os 20 mil MW até 2020. É um salto fantástico”, pontua o participante do Sustentar 2017. Mas isto só foi possível, segundo ele, por conta da desoneração de tributos. “É preciso tratar a eficiência energética do ponto de vista econômico. E não como forma de exercício de poder daquele que detém um insumo essencial”, avalia Nery.

SERVIÇO:

Sustentar 2017

O SUSTENTAR 2017 – 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: https://goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1 ou pelo site: www.institutosustentar.net.

29/8. BELO HORIZONTE

Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | M

12/9. SÃO PAULO

Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

Mais informações, acesse:

www.sustentar.net | www.institutosustentar.net | https://www.facebook.com/Sustentar/

(Fotos: Reprodução/ NEO MONDO)

* Publicado em: NEO MONDO

INOVAÇÃO ESTÁ ENTRE OS TEMAS DO SUSTENTAR 2017

Startups apresentarão como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado à rotina do setor produtivo

Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis são temas que serão discutidos durante o 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar, que acontece no dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Na abertura do Fórum, promovido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental (Instituto Sustentar), também será divulgado o 5º Ranking de Tecnologias e Produtos Sustentáveis 2017 e lançada a 5ª edição do Guia de Boas Práticas em Sustentabilidade, produzido pelo Instituto. De acordo com a diretora-executiva do Instituto Sustentar, Jussara Utsch, a proposta dessa edição é facilitar o compartilhamento de soluções que levem a uma inovação do modelo econômico atualmente praticado. “O Fórum pretende contribuir para uma mudança do padrão de produção e consumo e trabalhar a questão da inovação com foco em sustentabilidade, propiciando um ambiente de repercutibilidade”, diz. São esperadas cerca de 1,5 mil pessoas.
Programação A programação é extensa. Na solenidade de abertura, pela manhã, uma exposição de produtos, serviços e tecnologia sustentáveis e a apresentação do “Grande Diálogo: Visão e Sustentabilidade”, com seis temas relacionados, estão na agenda de discussões.
O Fórum Inovação Sustentável traz, na parte da tarde, o 5º Ranking Sustentar de Inovação, seguido de Sessão de Experiências com benchmarketing empresarial; e Imersão Criativa, inovações e negócios disruptivos (imersão com aceleradoras, investidoras e startups e grande empresa que inovam em parcerias com startup).
Paralelamente acontece Fórum Oportunidades, Mercado sustentáveis e Futuro, Eficiência Energética e o Fórum Estratégias, Tecnologia, Gestão para a responsabilidade socioambiental. O Workshop Internacional sobre como planejar, desenvolver e comercializar produtos de ecoturismo, promovendo o desenvolvimento de comunidades encerra a programação ao longo do dia.
Boas práticas O Instituto Sustentar é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos, que tem como objetivo a criação, planejamento e execução de projetos e programas de desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de comunidades. Há 10 anos, o Instituto vem promovendo o Fórum que, de acordo a diretora-executiva Jussara Utsch, é considerado um dos eventos mais importantes sobre sustentabilidade da América Latina.
“Embora tenha foco na comunidade corporativa, ele reúne grandes empresas nacionais e internacionais e recebe um público diversificado, com formadores de opinião, representantes do terceiro setor, poder público e academia”, diz.
Ela explica que o Fórum, além de trazer modelos de negócios sustentáveis, tecnologia, e exemplos de competitividade sustentável, mostra como é benéfica a parceria de grandes empresas com startups inovadoras. “A feira conta com a participação de 20 startups e cinco aceleradores: Techmall – maior aceleradora de startups da América Latina -, Fiemg Lab e Lemonade estão entre os participantes. A ideia é criar um ambiente de negócio com continuidade após o evento”, afirma. Temas como Eficiência energética, aquecimento global, financiamento climático, economia circular, preço do carbono e green bond (título de dívida com alguns atributos adicionais, exigindo que os recursos captados sejam aplicados em projetos ambientalmente sustentáveis) estão na pauta do dia.
Jussara Utsch também chama a atenção para a 5ª edição do prêmio Ranking de Tecnologias e Produtos Sustentáveis 2017. “É uma premiação importante porque certifica empresas que se destacam na área. São critérios que partem da utilização racional de recursos naturais e de matérias-primas, insumos verdes, métodos de produção sustentável, inovação, criatividade e que incorporam princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU em três categorias: produto, serviço e inovação sustentável”, explica.
Já o Guia de Boas Práticas em Sustentabilidade sistematiza e consolida o conhecimento reunido com a realização das edições do Ranking de Tecnologias e Serviços Sustentáveis. Composto pelas práticas vencedoras do Ranking, a publicação se propõe a disseminar o aprendizado adquirido por inovadores e a demonstrar os principais aspectos organizacionais e de gestão que produziram a inovação.
Por Mírian Pinheiro Via sustentar.net

FÓRUM INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM BH E SP

Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis é o tema do 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar -, promovido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC). Considerado um dos eventos mais importantes da América Latina sobre sustentabilidade, o fórum prevê, além de painéis simultâneos, sessões de imersão criativa e experiencial, a participação de startups de tecnologias sustentáveis, em parceria com grandes empresas, que irão apresentar soluções inovadoras, demonstrando como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado à rotina do setor produtivo.

O Brasil tem uma das energias mais caras do mundo: R$ 402,26 por megawatt (MW) / hora. O que significa um valor 46% superior à média praticada. Neste preço estão incluídos altos impostos e o custo elevado de operação das usinas hidrelétricas e termelétricas. Só para dar uma noção do quanto custa nossa energia, enquanto no Brasil a unidade do gás sai a 25 dólares, nos Estados Unidos a mesma unidade vale 2,8 dólares.

“Uma das maneiras do país baratear sua energia, ser energeticamente mais eficiente, otimizar a economia e tornar sua produção mais sustentável é o investimento em escala industrial nas fontes renováveis e limpas como o sol, a energia eólica e a biomassa”, avalia um dos participantes do 10º Sustentar, Eduardo Nery, diretor da Energy Choice, empresa de consultoria na área de energia.

Segundo Nery, mesmo sendo o Brasil o país com uma das melhores insolações do mundo, ainda não temos incentivos do poder público para a instalação de fábricas de equipamentos de grande porte para usinas solares. Muito menos regulamentação para os fabricantes de kits portáteis que podem ser adquiridos em lojas especializadas para serem montadas nos telhados, a exemplo do que já acontece em países como a Alemanha. “O potencial brasileiro para a geração de energia por meio da radiação solar é de pelo menos 10 mil MW/ano. Mas estamos operando em apenas 1 mil MW/ano”, assinala o especialista.

O que é um desperdício. A Alemanha, que tem uma insolação uma vez e meia inferior à brasileira, já tem 70% de sua energia baseada na radiação solar. E por meio da geração distribuída, com pequenas usinas fotovoltaicas instaladas nos telhados das casas, os consumidores são também produtores de energia. “O que é uma forma de desonerar o estado”, assinala o consultor.

No Brasil, país do futuro sempre distante, é da iniciativa privada que vem, segundo Nery, o grande volume de inovações, soluções e investimentos que podem tornar o país mais eficiente energicamente, gerando um ciclo de sustentabilidade. “Já temos tecnologia suficiente para substituição de sistemas como o ar-condicionado e do transporte movido à combustíveis fósseis. O carro elétrico, que não libera gás carbônico e, consequentemente não polui nem contribui para o efeito estufa, já é uma realidade”, diz o consultor, referindo-se à lei aprovada no Reino Unido que proíbe a venda de carros movidos à gasolina a partir de 2040.

Na busca por soluções, tanto para ampliar a própria eficiência sem impactar na produção como para melhorar o bem-estar das pessoas, o setor produtivo investe na sustentabilidade. Já há sistemas de refrigeração por técnica de gotejamento para substituir o ar-condicionado, películas que filtram a radiação infravermelha e da mesma forma substituem tais aparelhos que liberam gás carbônico na atmosfera. Os telhados verdes, ocupados pela vegetação, também são opção sustentável para aliviar a sensação de calor. Sistemas de reutilização de água não são novidades também. O meio-ambiente agradece. Mas ainda sofre.

Mas, pelo menos os ventos, sopram a favor para nossa eficiência energética. Por já haver regulamentação para empresas estrangeiras instalarem-se aqui, as usinas produtoras de energia a partir do vento encontraram receptividade. E já são oito fabricantes de equipamentos de grande porte para usinas eólicas. “Em 2008 tínhamos uma capacidade instalada de 200 megawatts. Hoje, já atingimos 11 mil MW/ano. E a previsão é de atingirmos os 20 mil MW até 2020. É um salto fantástico”, pontua o participante do Sustentar 2017. Mas isto só foi possível, segundo ele, por conta da desoneração de tributos. “É preciso tratar a eficiência energética do ponto de vista econômico. E não como forma de exercício de poder daquele que detém um insumo essencial”, avalia Nery.

Sustentar 2017

O SUSTENTAR 2017 – 10.º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: https://goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1ou pelo site: www.institutosustentar.net.

29/8. BELO HORIZONTE

Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | M

12/9. SÃO PAULO

Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

Mais informações, acesse:

www.sustentar.net | www.institutosustentar.net | https://www.facebook.com/Sustentar/

VENTO E SOL COMO ALTERNATIVAS

Com uma das energias mais caras do mundo, investimentos em fontes renováveis são estratégicos para o país otimizar sua economia

O Brasil tem uma das energias mais caras do mundo: R$ 402,26 por megawatt (MW) / hora. O que significa um valor 46% superior à média praticada. Neste preço estão incluídos altos impostos e o custo elevado de operação das usinas hidrelétricas e termelétricas. Só para dar uma noção do quanto custa nossa energia, enquanto no Brasil a unidade do gás sai a 25 dólares, nos Estados Unidos a mesma unidade vale 2,8 dólares.

“Uma das maneiras do país baratear sua energia, ser energeticamente mais eficiente, otimizar a economia e tornar sua produção mais sustentável é o investimento em escala industrial nas fontes renováveis e limpas como o sol, a energia eólica e a biomassa”, avalia um dos participantes do 10º Sustentar – Fórum pelo Desenvolvimento Sustentável -que será realizado dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Alphaville, Eduardo Nery. Ele é diretor da Energy Choice, empresa de consultoria na área de energia.
Segundo Nery, mesmo sendo o Brasil o país com uma das melhores insolações do mundo, ainda não temos incentivos do poder público para a instalação de fábricas de equipamentos de grande porte para usinas solares. Muito menos regulamentação para os fabricantes de kits portáteis que podem ser adquiridos em lojas especializadas para serem montadas nos telhados, a exemplo do que já acontece em países como a Alemanha. “O potencial brasileiro para a geração de energia por meio da radiação solar é de pelo menos 10 mil MW/ano. Mas estamos operando em apenas 1 mil MW/ano”, assinala o especialista.
O que é um desperdício. A Alemanha, que tem uma insolação uma vez e meia inferior à brasileira, já tem 70% de sua energia baseada na radiação solar. E por meio da geração distribuída, com pequenas usinas fotovoltaicas instaladas nos telhados das casas, os consumidores são também produtores de energia. “O que é uma forma de desonerar o estado”, assinala o consultor.
No Brasil, país do futuro sempre distante, é da iniciativa privada que vem, segundo Nery, o grande volume de inovações, soluções e investimentos que podem tornar o país mais eficiente energicamente, gerando um ciclo de sustentabilidade. “Já temos tecnologia suficiente para substituição de sistemas como o ar-condicionado e do transporte movido à combustíveis fósseis. O carro elétrico, que não libera gás carbônico e, consequentemente não polui nem contribui para o efeito estufa, já é uma realidade”, diz o consultor, referindo-se à lei aprovada no Reino Unido que proíbe a venda de carros movidos à gasolina a partir de 2040.

Na busca por soluções, tanto para ampliar a própria eficiência sem impactar na produção como para melhorar o bem-estar das pessoas, o setor produtivo investe na sustentabilidade. Já há sistemas de refrigeração por técnica de gotejamento para substituir o ar-condicionado, películas que filtram a radiação infravermelha e da mesma forma substituem tais aparelhos que liberam gás carbônico na atmosfera. Os telhados verdes, ocupados pela vegetação, também são opção sustentável para aliviar a sensação de calor. Sistemas de reutilização de água não são novidades também. O meio-ambiente agradece. Mas ainda sofre.
Mas, pelo menos os ventos, sopram a favor para nossa eficiência energética. Por já haver regulamentação para empresas estrangeiras instalarem-se aqui, as usinas produtoras de energia a partir do vento encontraram receptividade. E já são oito fabricantes de equipamentos de grande porte para usinas eólicas. “Em 2008 tínhamos uma capacidade instalada de 200 megawatts. Hoje, já atingimos 11 mil MW/ano. E a previsão é de atingirmos os 20 mil MW até 2020. É um salto fantástico”, pontua o participante do Sustentar 2017. Mas isto só foi possível, segundo ele, por conta da desoneração de tributos. “É preciso tratar a eficiência energética do ponto de vista econômico. E não como forma de exercício de poder daquele que detém um insumo essencial”, avalia Nery.
Serviço:
Sustentar 2017
O SUSTENTAR 2017 – 10.º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – é realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. As inscrições gratuitas para o 5.º Ranking Sustentar de Inovação podem ser feitas em: https://goo.gl/forms/MSFTvRvB96gR6I7l1 ou pelo site: www.institutosustentar.net.
29/8. BELO HORIZONTE
Fundação Dom Cabral – FDC |Campus Aloysio Faria | Alphaville | Lagoa dos Ingleses | Nova Lima | M
12/9. SÃO PAULO
Fundação Dom Cabral – FDC | Vila Olímpica | São Paulo | SP

AMÁLIA GOULART – SUSTENTABILIDADE

O Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental promove, no dia 29, na sede da Fundação Dom Cabral, o Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável. Considerado um dos eventos mais importantes da América Latina sobre sustentabilidade, o fórum prevê, além de painéis simultâneos, sessões de imersão criativa e experiencial, a participação de startups de tecnologias sustentáveis, em parceria com grandes empresas.

FÓRUM INTERNACIONAL DISCUTE MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA FUNDAÇÃO DOM CABRAL

Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis é o tema do 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar -, promovido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC). Considerado um dos eventos mais importantes da América Latina sobre sustentabilidade, o fórum prevê, além de painéis simultâneos, sessões de imersão criativa e experiencial, a participação de startups de tecnologias sustentáveis, em parceria com grandes empresas, que irão apresentar soluções inovadoras, demonstrando como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado à rotina do setor produtivo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos sites www.sustentar.net e http://www.sympla.com.br/sustententar2017.

EVENTO TRARÁ SOLUÇÕES EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Palestrante do 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar, Alexandre Heringer Lisboa, presidente da Efficientia, empresa pertencente ao Grupo Cemig, que atua, desde 2002, na implantação de projetos de eficiência energética, destaca a importância do evento e revela alguns pontos que serão abordados durante sua apresentação: com o avanço e o barateamento dos sistemas fotovoltaicos, das fontes eólicas, biomassa, os incentivos para geração distribuída e as novas tecnologias de armazenamento, sem contar os veículos elétricos e o aumento da digitalização, as concessionárias de energia enfrentam um processo de ruptura profundo. Aliado a isso tudo, ele explica que os processos de inteligência (smarts grids, cities) estão revolucionando o modo como as pessoas estão utilizando energia. “Sensores de inteligência nos postes de iluminação, troca de lâmpadas comuns por led, uso das internet das coisas são ameaças e oportunidades que a nova concessionária de energia terá que enfrentar”, afirma.

Na opinião do presidente da Efficientia, as empresas de energia elétrica terão que se adaptar à nova realidade, sob risco de perda de mercado. O argumento é que, se antes as concessionárias só pensavam em energia gerada por hidrelétricas e termelétricas convencionais, despachadas centralizadamente, hoje elas terão de pensar em transformar em outra forma para que a energia chegue às casas e com baixo custo. Para ele, os clientes se tornaram “prosumidores” (produtor e consumidor).

Lisboa esclarece que o consumidor hoje é o protagonista do mercado. Quer pagar cada vez menos, ter equipamentos mais eficientes e até gerar a própria energia, com geração distribuída. “Desde 2012 é possível isso. Minas Gerais tem hoje o maior número de unidades de geração distribuída do Brasil”, ressalta. Mas a solução esbarra em entraves, como a dificuldade imposta por algumas concessionárias que, se sentindo ameaçadas, buscam proteção regulatória influenciando na criação de leis. “A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no entanto, tem tido uma visão moderna, tomando medidas para proteger o consumidor e a geração distribuída”, pontua.

Desafios – Enquanto isso, ele diz, o Brasil segue fazendo feio, ao permitir desmatamentos recordes, mesmo sendo signatário do Acordo de Paris. “A Amazônia está sofrendo efeitos perversos com a omissão do governo na defesa dos seus biomas”, critica. Por outro lado, nos últimos 15 anos, ele acredita que o País tenha dado um “salto espetacular” no que diz respeito à utilização de energias renováveis (principalmente eólica e solar). Mas ainda tem muito para desenvolver. “Essas fontes, por serem intermitentes, ainda são um problema. Mas tecnologias avançam no sentido de criar sistemas de armazenamento; produz, quando se tem o recurso natural disponível e armazena, para quando esses recursos estiverem em falta – ou com tarifas mais caras”, observa.

O presidente do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sérgio Bessersman, também convidado do Sustentar 2017, enaltece a iniciativa do Instituto Sustentar, e adverte: “Estamos perdendo a guerra!”. Para ele, apesar dos avanços, o desafio não é mais descobrir caminhos tecnológicos, eles já existem, e sim contar com uma governança global capaz de dar conta das consequências das mudanças climáticas que colocam o planeta no “limite do perigo”.

“É indispensável que as emissões de gases de efeito estufa sejam globalmente precificadas. Só assim o mercado receberá o sinal correto que permitirá mitigar o problema”, avalia. Ele defende uma taxação global, um custo efetivo que deverá ser cobrado pelo não cumprimento das metas. “Já são 300 milhões de refugiados ambientais no planeta”, alerta.
O Brasil, na sua visão, tem pela frente a maior restauração florestal do planeta. E é preciso assegurar que essa restauração se dê de forma ecologicamente correta, preservando ao máximo a biodiversidade original. Isso significa trabalhar para a adaptação dos biomas aos impactos das mudanças climáticas.

INOVAÇÃO ENTRE OS TEMAS DO SUSTENTAR 2017

Startups apresentarão como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado à rotina do setor produtivo

Mírian Pinheiro

Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis são temas que serão discutidos durante o 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar, que acontece no dia 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Na abertura do Fórum, promovido pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental (Instituto Sustentar), também será divulgado o 5º Ranking de Tecnologias e Produtos Sustentáveis 2017 e lançada a 5ª edição do Guia de Boas Práticas em Sustentabilidade, produzido pelo Instituto.
De acordo com a diretora-executiva do Instituto Sustentar, Jussara Utsch, a proposta dessa edição é facilitar o compartilhamento de soluções que levem a uma inovação do modelo econômico atualmente praticado. “O Fórum pretende contribuir para uma mudança do padrão de produção e consumo e trabalhar a questão da inovação com foco em sustentabilidade, propiciando um ambiente de repercutibilidade”, diz. São esperadas cerca de 1,5 mil pessoas.

Programação – A programação é extensa. Na solenidade de abertura, pela manhã, uma exposição de produtos, serviços e tecnologia sustentáveis e a apresentação do “Grande Diálogo: Visão e Sustentabilidade”, com seis temas relacionados, estão na agenda de discussões.

O Fórum Inovação Sustentável traz, na parte da tarde, o 5º Ranking Sustentar de Inovação, seguido de Sessão de Experiências com benchmarketing empresarial; e Imersão Criativa, inovações e negócios disruptivos (imersão com aceleradoras, investidoras e startups e grande empresa que inovam em parcerias com startup).

Paralelamente acontece: Fórum Oportunidades, Mercado sustentáveis e Futuro, Eficiência Energética e o Fórum Estratégias, Tecnologia, Gestão para a responsabilidade socioambiental. O Workshop Internacional sobre como planejar, desenvolver e comercializar produtos de ecoturismo, promovendo o desenvolvimento de comunidades encerra a programação ao longo do dia.

Boas práticas – O Instituto Sustentar é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos, que tem como objetivo a criação, planejamento e execução de projetos e programas de desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de comunidades. Há 10 anos, o Instituto vem promovendo o Fórum que, de acordo a diretora-executiva Jussara Utsch, é considerado um dos eventos mais importantes sobre sustentabilidade da América Latina.

“Embora tenha foco na comunidade corporativa, ele reúne grandes empresas nacionais e internacionais e recebe um público diversificado, com formadores de opinião, representantes do terceiro setor, poder público e academia”, diz.

Ela explica que o Fórum, além de trazer modelos de negócios sustentáveis, tecnologia, e exemplos de competitividade sustentável, mostra como é benéfica a parceria de grandes empresas com startups inovadoras. “A feira conta com a participação de 20 startups e cinco aceleradores: Techmall – maior aceleradora de startups da América Latina -, Fiemg Lab e Lemonade estão entre os participantes. A ideia é criar um ambiente de negócio com continuidade após o evento”, afirma. Temas como Eficiência energética, aquecimento global, financiamento climático, economia circular, preço do carbono e green bond (título de dívida com alguns atributos adicionais, exigindo que os recursos captados sejam aplicados em projetos ambientalmente sustentáveis) estão na pauta do dia.

Jussara Utsch também chama a atenção para a 5ª edição do prêmio Ranking de Tecnologias e Produtos Sustentáveis 2017. “É uma premiação importante porque certifica empresas que se destacam na área. São critérios que partem da utilização racional de recursos naturais e de matérias-primas, insumos verdes, métodos de produção sustentável, inovação, criatividade e que incorporam princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU em três categorias: produto, serviço e inovação sustentável”, explica.

Já o Guia de Boas Práticas em Sustentabilidade sistematiza e consolida o conhecimento reunido com a realização das edições do Ranking de Tecnologias e Serviços Sustentáveis. Composto pelas práticas vencedoras do Ranking, a publicação se propõe a disseminar o aprendizado adquirido por inovadores e a demonstrar os principais aspectos organizacionais e de gestão que produziram a inovação.

10ª EDIÇÃO DO FÓRUM SUSTENTAR

FDC – Fundação Dom Cabral – Nova Lima, MG 29 de agosto de 2017, 08h-18h Sobre o produtor Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental

O Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que tem como missão contribuir com caminhos e opções que assegurem a sustentabilidade dos serviços ambientais e a prosperidade social.

O Instituto Sustentar tem por objetivo a criação, planejamento e execução de projetos e programas de desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de comunidades, com foco na preservação ambiental e promoção da inclusão social.
O Instituto é responsável pela criação e coordenação do “Sustentar – Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável”. O evento é realizado anualmente e está na sua nona edição. Apresenta-se como meio para discussão de temas vinculados à sustentabilidade, e promove o estabelecimento de parcerias para fomentar estratégias que contribuam para a construção de um mundo melhor, com responsabilidade ambiental, social e cultural.

DC MAIS – MERCADOS SUSTENTÁVEIS

Urgências Climáticas, Inovação, Mercados Sustentáveis e Futuros Possíveis é o tema do 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável (Sustentar), a ser realizado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, dia 29, na Fundação Dom Cabral (Alphavile). Serão apresentadas soluções inovadoras por startups de tecnologias sustentáveis, demonstrando como o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado pelo produtivo. Techmall – maior aceleradora de startups da AL – Fiemglab e Lemonade confirmaram presença. O Instituto Sustentar anunciará os vencedores do 5º Ranking de Tecnologias e Produtos Sustentáveis 2017 – empresas que fazem uso racional de recursos naturais e matérias-primas e incorporam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, nas categorias produto, serviço e inovação sustentável. Inscrições gratuitas: www.sustentar.net ou www.sympla.com.br/sustententar2017.